
José Marti, Fidel Castro e, claro, Che. Uma trilogia de homens que deu a conhecer a revolução cubana a todo o mundo.
Nasceu a 14 de Junho de 1928 em Rosário, na Argentina e faleceu a 9 de Outubro de 1967 executado por soldados bolivianos na aldeia de La Higuera. Poesia, fotografia, medicina são apenas algumas das artes em que se evidenciou. Mas o que mais o notabilizou foi o cariz revolucionário da sua vida.
Em 1954, no México através de Ñico Lopez, um amigo das lutas na Guatemala, conheceu Raul Castro que o apresentou ao seu irmão mais velho, Fidel Castro. Fidel organiza e lidera o movimento guerrilheiro 26 de Julho ou M26, em referência a José Marti e que tem por objectivo tomar o poder em Cuba. Guevara faz parte dos 82 homens que partem para Cuba, em 1956 e dos quais apenas 12 sobrevivem. É durante esse ataque que Guevara, o médico do grupo, larga a mala médica por uma caixa de munição de um companheiro abatido, um momento que tempos mais tarde ele define como o limite divisor na sua mudança de doutor a combatente. Che mostra grande coragem, talento em combate e crueldade com os inimigos e torna-se um dos homens de confiança de Fidel Castro. Sendo inicialmente o seu braço direito, aos poucos vai-se afastando dos seus ideais, acabando por sair de Cuba e aventurando-se noutros combates.
Para a história Che é ainda hoje uma figura mística e mítica. Controverso, mas não esquecido quer se concorde, ou não, com a sua opção de vida.
Pegando nesta etiqueta (Aqui e Acolá) esta semana será dedicada a Cuba. Um destino sui generis e altamente controverso.