no teu olhar revejo os meus sonhos. espelho de ilusões que o tempo não amolgou.
sei-me mulher de corpo inteiro. alimento a alma com o compasso do teu respirar.
no ventre a mão calejada percorre trilhos sinuosos e incandescentes.
vulcão a despertar nas letras com que se desenham os contornos da paixão.
semi-cerrados os olhos, ofegante ansiedade, entre-abertas as pernas para que o olhar seja (apenas) o passaporte para um voo picado até à realidade